Brazil With Lasers: a consolidação!
Anteriormente, comentou-se como a primeira Liga foi criada, a chamada “F1 2006 Kola” e quem foi aderindo a ela; interrompeu-se a história na parte em que De La Fuente entrara (desafortunadamente) momentos antes de ocorrer o primeiro treino de qualificação e, por isso, ficou sem companheiro de equipe na RBR.
A primeira etapa foi no Bahrain. Todos, durante o “Practice” (treino antes da qualifacação), estavam empolgados e já vendo que teriam dificuldades em aprender a jogar Batracer. À primeira vista, quando você entra no jogo, são muitas pequenas coisas para ajustar e que fazem toda a diferença para o desempenho: setup em 13 parâmetros, 5 tipos de pneus que se desgastam muito nos treinos, estilo de pilotagem em 10 parâmetros, estratégia para a qualificação e para a corrida, mudanças climáticas, conversão de setup, etc.
O Kola, então, vendo os pedidos agonizantes de ajuda de muitos, se dispôs a ajudar. A fim de conhecimento de todos, o Kola, o Mito, o Ednardo e o Cuenca já jogavam alguma Liga no Batracer antes da “F1 2006 Kola”. O Kola foi mostrando o caminho das pedras para o povo, de acordo com o que ele sabia, pois, ele era somente uns 2 dias e 1 Liga mais experientes que os noobs Leds, Raitz, De La Fuente e outros. A propósito, De La Fuente foi o que mais recebeu ajuda do Kola, pois, ele estava sem parceiro.
“Quanto a correr a primeira temporada sozinho, foi legal pela questão que a gente tem que aprender tudo meio que na marra. Mas, eu tive ajuda principalmente do Kola pra entender os acertos para chuva e outras condições climáticas” (DE LA FUENTE, 2008).
Não só o De La Fuente. Quase todos da Liga precisaram do empurrão para a gravidade da aprendizagem mútua. A dupla em si procurava compartilhar informações. Uma delas é básica: a divulgação do setup obtido nos treinos para o companheiro. Sem KT (Kool Tools) é mais trabalhoso: seleciona a página, copia, cola no “Team Talk”, ajusta o texto e envia. Apenas isso se você for o primeiro da dupla a fazer o setup. Se for o segundo, além de fazer tudo isso, para facilitar, tinha de ajustar ao setup do parceiro.
Apesar disso, o jogo (hoje já é sabido) é particularmente simples. Mas, o pessoal, no ato de aprender mais, “via chifre em cabeça de cavalo”. Olha a ruindade... Eu (Raitz) e o Leds, quase a maioria das vezes, entrávamos no MSN para fazer as voltas do treino juntos, alternadamente: por exemplo, eu fazia 1 volta e passava o resultado para ele; ele fazia a 1ª volta dele e passava os dados para mim e assim sucessivamente, na esperança de que, quanto mais próximos do setup ideal, nós conseguiríamos 100% muito antes do que se fizéssemos cada um a sua volta separadamente e só depois passasse adiante. É sabido que aquela prática é um exagero e descabida para quem chega a jogar 12 Ligas ao mesmo tempo. Hahaha! E todos cometeram suas gafes.
O primeiro vencedor de uma corrida na História BWL provavelmente foi Ednardo Guaitolini em sua Ferrari. Ninguém sabe ao certo quem pode levar esse marco, mas, é quase uma opinião geral de que foi Ednardo. A primeira vitória de Moret (Honda) foi em Ímola (4ª etapa); a do Jens Ekströn (Ferrari) foi em Barcelona (6ª corrida); a minha única naquela temporada (Raitz - BMW) foi em Monza (15ª prova) debaixo de chuva; a do Leds (BMW) foi em Interlagos, última prova da Liga, com 1 volta sobre o 2º colocado. E teve a do De La Fuente. Os demais eu ficarei devendo...
No Bahrain, como é de praxe, os treinos livres, qualificação, warmup e corrida foram em pista seca. Em Sepang, 2ª etapa da temporada, deparou-se com a primeira corrida com mudança climática. Aqueles estreantes de Batracer foram surpreendidos.
E, ali mesmo, na Malásia, nasceu o Mito.
“Afinal, quem é que não se lembra daquela super corrida na chuva em que o De La Fuente partiu de uma posição não privilegiada no grid para conquistar uma bela vitória pilotando uma Red Bull” (KOLACHINSKI, 2008).
Isso mesmo! Filipovsky De La Fuente, correndo sozinho na equipe mais fajuta da “F1 2006 Kola”, fazendo o setup sozinho, escolhendo pneus sozinho, estratégia sozinho, soltando “pum” debaixo das cobertas sozinho... ops, de novo exagerei... enfim, somente na 2ª etapa, todo mundo muito cru no Batracer...
Ele foi lá no grid de largada! Entrou no carro, olhou para o céu, enfiou o dedo indicador na boca, molhou-o com cuspe, apontou para o alto, viu a direção do vento, vestiu a luva, viu as luzes vermelhas se apagarem e correu para a sua inigualável e magistral vitória em Sepang sob chuva, com sua simplória RBR e setup meia-boca. De La Fuente revelava ao mundo que ele era...
O MITO
Durante o campeonato inteiro, todos que se aventuravam a se acidentar com o Mito De La Fuente levava a pior: ou saía da prova, ou tinha de ir para os pits; enquanto que o Mito simplesmente continuava na corrida como se nada tivesse acontecido.
E sabiam que teve gente que participava da Liga que não viu o surgimento do Mito? O nome do insolente é Diego Leds. É, pessoal, o Sr. Diego Leds, que é uma das peças chaves do Brazil With Lasers (mentor desse Blog, inclusive), não correu as primeiras 3 ou 4 etapas. Eu (Raitz) fiquei como o Mito: fazia tudo sozinho. O “Team Talk” já estava abarrotado de mensagens xingando de tudo quanto é jeito o cara. Aí, quando eu já estava para começar a rogar praga na descendência dele, ele aparece. Pediu todo o tipo de desculpas (hahaha) e começou a brincar direito e, até hoje, ele dificilmente fura 1 dia com o seu companheiro de equipe.
O campeonato foi se desenrolando e eis que aparece o primeiro problema.
“Foi no meio da temporada, quando as Toyotas (Ulisses Capistano e Vinícius Vilella) começaram a disparar na frente do campeonato e eu estranhei muito o fato, porque pensava que o jogo seria mais real, com performances reais. Então, levantei a possibilidade de o cara estar roubando de algum modo, jogando com ele mesmo, tendo vantagem de estudar melhor o jogo, e ele sempre negando. Até o dia em que ficou marcado para ele se defender de vez, e ele faltou a 'audiência'” (EKSTRÖN, 2008).
O fato foi que Ulisses Capistano tinha MSN e Orkut (até hoje) e o Vinícius Vilella não! Este último, aliás, nunca se manifestou devidamente e só o Capistano é quem se pronunciava a respeito (e negando sempre) da nossa suspeita de que ele e Vinícius eram a mesma pessoa. Depois de muitas conversas paralelas por MSN com Capistano e todas as evidências até então, não tardou para que todo o pessoal da Liga “F1 2006 Kola” começasse a cobrar alguma providência com relação ao caso. O caso “Capistella” se firmara. Esta denominação ficou sendo a mesma do Capistano. A referida audiência foi marcada com antecedência e teria a participação dos interessados, por MSN; nela, Capistano e Vilella deveriam aparecer simultaneamente e responder à nossa dúvida. Tenho certeza de que eu (Raitz), Leds e Jens estavam “presentes” e nenhum dos dois apareceram. Ficou declarado, de acordo com a opinião da maioria, de que Ulisses Capistano e Vinícius Vilella estavam desclassificados. Isso já era nas últimas etapas da Liga. O Batracer, em si, não possibilita isso e tal decisão ficou convencionada. A partir desse dia, ambos (ou um só) pilotos da Toyota pararam de jogar, confirmando nossa hipótese de que eles eram a mesma pessoa.
Uma outra picuinha foi o fato de Cuenca e Moret (primos e pilotos da Honda) estarem jogando um para o outro. Por exemplo, quando Moret era ausente, Cuenca fazia o setup do irmão e a Honda ficava pronta. Coisa que não acontecia com outras duplas, pela distância física e por ainda não confiarem o suficiente um no outro para compartilharem a senha; sendo assim, se um não treinava, o setup do que treinou ficava pela metade. Isso foi “café pequeno” perto do caso “Capistella”, mas, foi motivo de conversa e não houve maiores complicações.
Sobre esse papo de MSN, isto é algo que a Liga BWL tem até hoje: compartilhar o endereço para mensagens instantâneas uns com os outros. Ainda lembro daquelas tardes de sábado e domingo em que fazíamos encontros de pilotos para jogar conversa fora por Messenger. Foi ali que o Mito mostrou mais uma de suas habilidades, afinal, ele é O Mito: De La Fuente imita a voz do Sílvio Santos. Era de rachar de rir! Doía as costelas.
Havia o endeusamento por pilotos que tinha KT. Vejam como o Leds fez o convite para a 2ª Liga da BWL:
“Última Vaga para a liga... parceiro tem KT. Quem vai ser o sortudo da ultima vaga?” (LEDS, Orkut, 04/05/2007)
Ter KT realmente traz mais comodidade e diversão, mas, em termos de resultados no jogo, ele não altera. Nós, singelos iniciantes e sem dinheiro para ter um, nos virávamos como podíamos. O maior problema, mesmo, era a conversão do setup de acordo com a mudança de clima. Isso é feito com uma regra de três, mas, com 13 parâmetros para calcular, isso virava um trabalho enorme. Assim nasce o Kola Tools! É uma planilha de Excel® que basta escolher a porcentagem de umidade e lançar os valores do setup para que fosse calculado automaticamente o novo setup. Não era 100%, mas, era uma mão na roda. Foi uma ferramenta criada pelo Kola, claro!
O Leds era o motivo da piada quase todo o tempo. Isso perdurou por algumas Ligas depois. Dava até dó, às vezes, mas, é que ele sempre dava motivos. Não tinha como não pegar no pé.
Um dos jogadores que teve de trocar de nome foi Jens Ekströn. Ele esqueceu a própria senha e teve de fazer nova conta. Ele voltou com o nome de João Ekströn (se eu não me engano). Perguntado como chamá-lo ele respondeu: “Chama de Zé” (EKSTRÖN, 2007). Como o Zé entrou de Mid Season, ele ganhou 20 voltas de lambuja para fazer seu treino, mas, abdicou desse direito numa atitude nobre e fez o mesmo número de voltas que todo mundo.
A Liga “F1 2006 Kola” chegara ao fim. Leds, que se ausentou nas etapas iniciais e teve só 1 vitória (1 pódio), teve um resultado final nada glorioso. O Mito, tamanha sua superioridade sobre os demais, não quis se gabar muito; ele nunca se obrigou a fazer o que todos esperam, que é vencer todas as provas e não teve colocação final expressiva. Kola e sua Renault não correram bem, já que ele teve problemas com parceiros, mas, chegou nas primeiras posições. Capistella foi desclassificado e parou de correr no final. Isso propiciou que Jens e eu (Raitz), convencionadamente, brigassem até a última etapa pelo vice-campeonato: Ekströn levou a melhor; minha BMW terminou em 3ª na classificação de pilotos e Jens fez dobradinha da Ferrari ficando em 2º.
Sim! O primeiro campeão BWL foi Ednardo Guaitolini. Com toda a sua habilidade, estando numa das melhores equipes, não decepcionou a torcida do cavalinho rampante e chegou à frente.
Terminada a Liga que o Kola criou, partiu-se para outra. Ele e Jens propuseram-se a organizar.
“Ednardo tinha ganhado a primeira temporada e ele tinha o direito de escolher carro e parceiro. Ia por ordem de colocação final do último campeonato de pilotos, pulando os que já iam sendo escolhidos. Então fomos eu e ele para a McLaren, Leds e Raitz para a Fezza, Kola e Mito para a Renault, Cuenca e Moret pra Honda” (EKSTRÖN, 2008).
Chegaram novos no nosso grupo, pelo menos: meu irmão Malagueta e meu cunhado F. Booz na BMW; ainda veio o Laprovitera.
Porém, logo no começo dessa 2ª Temporada, tivemos o primeiro problema sério com o Batracer. Essa Liga foi suspensa devido a multi-accounting. Diz o Leds e o Moret que eles chegaram a ter 3 contas cada um. Hahaha! Devido a esse espírito e comunicação imperfeita, alguns pilotos largaram mão de jogar conosco naquela 2ª Liga: Kola, Mito, Malagueta e F. Booz (não sei se outros) não voltaram para a nova Liga criada. Era a “f12007leds” sob a ID 12269 e foi vencida pelo próprio Leds e eu (Raitz) com o vice-campeonato; nós na Ferrari.
“A surpresa maior foi quando o Leds resolveu dar continuidade na brincadeira, e assim surgiu o BWL, mantendo o grupo por um longo tempo. Depois, alguns saíram, outros chegaram e hoje o BWL é o que é por essa iniciativa do Leds de manter a brincadeira” (KOLACHINSKI, 2008).
Tecnicamente, assim se firmava o grupo de jogadores “Brazil With Lasers”. Mas, essa denominação só passou a existir oficialmente na 5ª Liga criada. Portanto, a Liga do Kola ficou sendo a 1ª BWL, a do Leds, 2ª BWL e assim por diante.
Essa é a História do início da BWL (Brazil With Lasers). Hoje, nós estamos com a 14ª Edição completada e, antes da 15ª, estamos jogando a Special Edition, com a maior parte dos “Dinos” se reencontrando numa Liga privada do Batracer. Você pode acompanhar todas as emoções desta nostálgica temporada aqui nesse Blog.
Pilotos daquela primeira Liga que ainda mantém contato uns com os outros são:
- Sergio André Kolachinski
- Filipovsky De La Fuente (Mito)
- Murilo Moret
- Pedro Luis Cuenca
- Diego Leds (líder do clã BWL)
- Ismael Raitz (eu)
- Jens Ekströn
Ednardo Guaitolini ainda é achável, porém, não tem mais tanta comunicação conosco.
Para quem quiser lembrar e ver de onde eu busquei muita informação basta só acessar este link (do Orkut): "Joguinho de corridas em geral" http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=22280638&tid=2507879759025852789&kw=batracer&na=1&nst=1
Esse link leva você direto ao tópico onde tudo começou. Você verá o Thierry, o Azeredo, o Kola, o Filipovisky (Mito), o Ednardo (esses três últimos entraram antes de ser criada a Liga “F1 2006 Kola”), eu (Raitz), o Leds, o Pepezzz (Cuenca), o Mura (Moret). A Liga do Kola foi divulgada entre os tópicos 251-260.
A galera do GCM "http://gcmotorsports.blogspot.com" e F1BC "http://www.f1bc.blogspot.com" também verá gente velha de guerra lá. Hahaha!
E, para minha surpresa, Gabriel Rak Zanchetta, que já está conosco faz um bom tempo, surgiu no Batracer antes da 1ª BWL. Eduardo Booz (primo do F. Booz) também se mostrou por lá.
LEDS E EU (RAITZ) ESPERAMOS QUE TENHAM GOSTADO DESSE RESGATE HISTÓRICO.
Meus sinceros agradecimentos a Sergio André Kolachinski, Filipovsky De La Fuente (Mito), Murilo Moret, Diego Leds e Jens Ekströn que me ajudaram a lembrar de muita coisa.
OBRIGADO E VOLTE SEMPRE!









0 comentários:
Postar um comentário